sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Aventura pela França!
Como ficaria muito caro ir de trem (520 euros pelo Eurotúnel) ou muito fora de mão ir de avião (as cias aéreas baratas só utilizam aeroportos secundários), resolvemos ir de busão mesmo.
Logo que chegamos a Paris compramos as passagens pela Eurolines e resolvemos o assunto. Pelo menos era o que pensávamos.
No dia de ir embora, pegamos o metrô e fomos para a estação rodoviária. Deixamos pra comer alguma coisa quando chegássemos lá. Entrando na estação, vimos uma placa do Mc Donalds. Ufa, estamos salvos.
Fomos procurar o guichê da Eurolines e descobrimos que só tinha guichê da Eurolines. Chegamos a conclusão que não era uma estação rodoviária, mas sim uma garagem da companhia de onde partem os ônibus para diversos pontos da Europa.
Nosso ônibus era as 23 hrs, e chegamos às 21. O check in começava às 22 horas.
Pensamos como eram organizados, com check in e tudo. Muito legal esses europeus. Fazem check in até pra ônibus! Que organização!
Enquanto esperávamos a hora de fazer o check in, fomos procurar um local pra comer. Achamos umas máquinas de refrigerante, doces e água, que só aceitavam moedas.
Como nós tínhamos uns 20 euros em notas e poucas moedas, fomos atrás da lanchonete que deveria funcionar no local. Como era domingo, estava fechada!
Sem problemas, ainda tínhamos o Mc Donalds que vimos na placa.
Fizemos o check in e corremos no Mc comprar água e uma coca.
Quando voltamos, todo mundo já estava embarcando. Quando olhamos nossas passagens, vimos que não tinha assento marcado.
O ônibus já estava quase cheio e conseguimos dois lugares próximos. Um atrás do outro, mas no corredor.
Quando o motorista entrou no ônibus e disse que ainda tinha lugar, um afro-descendente que estava numa fila atrás da gente falou “I always travel alone”.
Na fila do nosso lado havia um muçulmano com o rosto coberto pela jaqueta, sentado na poltrona do corredor, com a mochila na poltrona da janela, do tipo “não me incomode”.
O motorista afinou, botou o rabinho entre as pernas e voltou pra frente do ônibus.
Saímos de Paris e o muçulmano tratou de deitar nas duas poltronas e esticar as pernas no corredor, inclusive.
A conclusão foi óbvia. Tirando nós dois, uns adolescentes ingleses, e mais uma meia dúzia, o resto lá ou era terrorista ou imigrante ilegal.
Claro que não dormimos e fomos nós chacoalhando pelo interior da França.
Pouco antes de chegar em Callais, onde pegaríamos o ferry boat pra atravessar o canal da mancha, o motorista fez uma curva um pouco mais brusca. Uma senhora começou a bater as mãos e gritar “le bagage, le bagage”.
Nessa manobra, a tampa do bagageiro do lado esquerdo do ônibus abriu e várias malas caíram na auto pista.
O povão acordou desesperado. Apesar da nossa bagagem estar do lado direito do ônibus, poderia ter vazado para o outro lado.
O portuga parou o ônibus por causa da gritaria e viu a cagada que tinha feito.
Enquanto a Clície ficou dentro do ônibus, eu desci e fui falar com o motorista.
O portuga soltou meia dúzia de palavrão dizendo que isso nunca tinha acontecido com ele, etc.
Falou “olha aí ó pá, enquanto dou a ré”.
Eu fui na traseira do ônibus ajudar o portuga a voltar até o local onde as malas caíram.
Tinham várias espalhadas pela pista. Todas atropeladas pelos outros carros.
Quando o povo viu que tinha caído um monte de malas, resolveram descer do ônibus.
O portuga abriu o porta malas e quando vi que a nossa bagagem ainda estava lá, tratei de amarra-las nas barras do bagageiro.
Tinha um cara reclamando que perdeu um notebook e outra mulher chorava por causa da mala dela toda arrebentada.
O motorista fez uma cara “o que se se hais de fazeire”, jogou tudo de volta no bagageiro e mandou todo mundo entrar pra seguir viagem.
A polícia até apareceu, mas não fez muita questão de tomar alguma atitude com o motorista. O policial sabia que se tivesse que investigar direito, ia ter que prender quase todo mundo e não ia mais descansar naquela noite.
Seguimos viagem e o resto até que foi tranqüilo. Até a imigração inglesa foi menos emocionante. Nos liberou rapidamente, pegamos o ferry e atravessamos o canal da mancha.
Infelizmente não temos imagens desse ocorrido, por razões óbvias. Se tivéssemos tirado a filmadora ou a digital da mochila, teríamos ficado sem elas.
Essa foi nossa aventura no busão. Nunca mais reclame se tiver que pegar a Viação Real.
Paris magnifique!
Paris, Paris!
A cidade luz, terra de Napoleão, do povo politizado, revolucionário mas também terra do Moulin Rouge e de caixas de supermercado mal educadas! Só porque a gente não fala merrrrrda nenhuma de francês.
Uma das cidades mais esperadas na nossa viagem. Por isso é natural que tenha muitas fotos. Qual a melhor maneira de descrever Paris, senão com imagens? Voilá!
Tré bien, chegamos cedinho em Paris e quem pensa que trem com cama é confortável, está certo. Muito melhor vir deitado do que chacoalhando em uma poltrona.
Trem noturno com beliche. Prático e confortável.
Chegando no albergue, pra nossa sorte o recepcionista era brasileiro. Sãopaulino, mas ninguém é perfeito mesmo.
De qualquer maneira, nos deu altas dicas e de como usar o metrô.
Nosso albergue ficava localizado no charmoso bairro de Montmartre. Com acesso fácil a todas as atrações de Paris.
Antes de tudo, fomos comprar as passagens para Londres e tiramos fotos em frente ao Moulin Rouge.
Descansamos um pouco e fomos para Versailles, aproveitar que o bom tempo e o sol estavam nos acompanhando.
Estava um friozinho gostoso, mas com o dia ensolarado. Perfeito!
Versailles fica a uns 40 minutos de trem de Paris. Nós compramos um passe integrado para o trem e para o palácio.
Não precisamos dizer que parecia Ciudad de Leste em véspera de Natal. Cheio de gente e de ônibus.
Graças ao passe, não precisamos enfrentar filas.
Portão de entrada do Palácio de Versailles. Um luxo! Ui!
O palácio impressiona! Tudo com muito detalhe e muito chique! Pinturas de Luis XIV, Maria Antonieta e de toda a corte parisiense da época estavam espalhadas pelos gigantescos aposentos. Sem falar nas estátuas dos nobres! Resumindo, uma frescura sem tamanho!
Todo pedacinho de parede tinha um detalhe trabalhado. Realmente, o rei queria capricho quando resolveu levar a corte de Paris para lá.
Sala dos Espelhos. Onde aconteciam os "arrasta-pé" da nobreza.
Depois saímos e fomos visitar os jardins. Espetaculares por sinal. Espetaculares e gigantescos também. De perder de vista de tão grande.
Varias estatuas gregas, lagos, fontes, tudo o que tinham direito.
O jardinzinho vai até lá no fundão!
Nos jardins, visitamos o Grand Trianon e o Petit Trianon. Essas duas construções eram tipo uma residência particular de Luiz XIV e Maria Antonieta dentro dos jardins de Versailles.
Não é a toa que tanto luxo assim revoltou os burgueses que acabaram incitando o povo para a revolução.
Vista do Palácio a partir dos jardins. E não estávamos nem na metade do jardim.
Voltando de Versailles, passamos em um mercado e compramos nossos mantimentos básicos para o nosso jantar. Vinho, queijos camembert, gorgonzola e emental. Acompanhados de baguete, presunto e peito de peru defumado. Tudo nacional claro!
Finesse típica francesa.
No caminho para o albergue, já estava de noite e passamos pela rua Rouchechoart. Nessa rua ficam todas as sex shops, boates e casas de show de Paris. Inclusive a mais famosa de todas, o Moulin Rouge.
E se vocês pensam que a rua e mal freqüentada, enganam-se. Transitam por lá famílias com crianças, idosos, turistas, cachorros, etc.
Isso porque os luminosos não são nada discretos.
A zon... ops, o cabaré mais famoso do mundo!
No segundo dia, corremos logo cedo para a Torre Eiffel. Pegamos uma fila rápida e fomos ate o topo!
Não sabemos por que alguns parisienses criticam tanto esse monumento. Os turistas acham o Maximo!
Na fila pra subir na torre.
A vista de Paris em 360 graus e indescritível. Se tínhamos gostado das montanhas em Innsbruck, essa superou as expectativas.
Essa é a vista só do segundo andar da torre.
Vista do topo. O Arco do Triunfo parecia tão perto!
Um outro ângulo da torre. Visto do topo.
Pena que perdemos o resto do vinho nacional que tínhamos levado na mochila. Não e permitido subir com garrafas na torre. Vai que alguém joga uma lá de cima.
Descemos e fomos a um mercado próximo e compramos baguete e mais alguns petiscos para o nosso almoço. Inclusive outro vinho nacional.
Piquenique básico aos pés da Torre Eiffel! Tré chique!
Depois fomos andando pelas margens do Rio Sena, até o Louvre.
Claro, uma paradinha pra fotografar a Champs Elysee.
No louvre fomos direto ao assunto.
Muito legal ver as pinturas originais de Delacroix, como a Liberdade guiando o povo. Nos fez lembrar os livros de história, quando estudamos a revolução francesa.
... e por dentro. A Monalisa já era pequena, de longe então!
Sem falar em todos os artefatos e esculturas romana, gregas e egípcias.
Terminamos na Suméria, com fotos do código de Hammurabi. Uma das primeiras manifestações escritas sobre leis na história.
Só saímos porque tava na hora de fechar. Melhor assim, temos muito o que ver quando voltarmos.
Do Louvre, fomos direto a Basílica de Sacre Coer, também perto do nosso albergue.
A basílica fica numa colina e de lá tem-se uma vista privilegiada de Paris.
Ficamos sentados um tempinho apreciando o anoitecer sobre Paris.
Anoitecer sobre Paris. Vista de Montmartre.
No terceiro dia, corremos logo cedo para o Champs Eliseé e andamos até o Arco do Triunfo, depois fomos para Ile de
Catedral de Notre Dame e a missa de domingão.
O marco onde ficava a Bastilha.
Tiramos fotos e fomos andando até a Bastilha, passando pelo Hotel Deville, a prefeitura de Paris.
Passeamos entre cafés e livrarias e comemos um crepe com Nutella. Não achamos nada demais. Era uma panqueca enrolada com nutella dentro.
Fomos pro albergue buscar nossas coisas pra pegar o ônibus pra Londres e batemos um papo com um dentista de Curitiba que estava chegando ao albergue.
E isso ai pessoal. Três dias foram pouco pra Paris. Teremos que voltar, fazer o que?!
Um abraço a todos e um beijão pra Dona Lana que fez aniversario no dia 19 de outubro.
Até Londres.














